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Peelings


A palavra peeling vem da língua inglesa. O verbo “to peel” significa descascar.

Os peelings consistem na aplicação de substâncias químicas (como ácidos) que promovem descamação e renovação da pele. As principais indicações dos peelings são tratamento da acne e suas conseqüências, rugas e manchas. Podem ser superficiais, médios ou profundos, de acordo com a profundidade que atingem na pele. Os resultados são mais aparentes quanto mais profundos, assim como aumentam também os riscos e o desconforto durante o peeling e no pós-peeling

Todos necessitam de preparo prévio da pele com fórmulas apropriadas e devem ser indicados e aplicados sempre por dermatologistas. Vale ressaltar que os peelings são procedimentos médicos, e apenas médicos estão habilitados a fazê-los, pois em mãos inábeis podem trazer resultados desastrosos.

Bons resultados podem ser obtidos com peelings superficiais seriados, realizados em intervalos semanais ou quinzenais. A descamação subseqüente costuma ser fina e não chega a atrapalhar o dia a dia, podendo a pessoa voltar à sua vida normal no dia seguinte. Os peelings superficiais melhoram a textura da pele, ajudam a clarear manchas de sol e de acne e atenuam rugas finas, além de estimular a renovação do colágeno, principal substância de sustentação da pele.

Os peelings superficiais mais usados são os de resorcina, ácido retinóico, solução de Jessner, ácido salicílico e ácido glicólico. O número e a freqüência das aplicações vai depender de cada caso. É necessário evitar o sol durante todo o tratamento e, mesmo assim, deve ser utilizado um protetor solar com FPS mínimo 15 durante o dia.

Já os peelings médios, provocam descamação mais espessa e escura, necessitando de 7 a 15 dias para retorno à vida normal, porém são mais indicados quando a pele já apresenta alterações mais pronunciadas. Os peelings médios renovam a camada mais externa da pele (epiderme), ajudando a clarear manchas e outras alterações da superfície da pele, como rugas, algumas cicatrizes de acne e as ceratoses actínicas (“casquinhas”). A substância mais usada neste tipo de peeling é o ácido tricloroacético (ou ATA), que muitas vezes é associado a uma aplicação prévia da solução de Jessner para potencializar seu efeito.

Os peelings profundos são bem mais agressivos que os demais. Provocam a formação de muitas crostas e o pós-peeling exige o uso de curativos, entre outros cuidados especiais. A recuperação pode durar até um mês e o eritema (=vermelho) residual pode permanecer por alguns meses. No entanto, os resultados costumam ser muito bons, com renovação importante da pele e diminuição até mesmo das rugas profundas como aquelas que surgem ao redor da boca e dos olhos. Neste tipo de peeling, o fenol é a substância mais utilizada.

Uma opção bastante interessante também são os peelings combinados. Neste tratamento, podem ser utilizados 2 tipos de peelings superficiais ou 1 peeling superficial e um médio em uma mesma sessão, aproveitando-se os melhores efeitos de cada substância, podendo otimizar os resultados.

É possível, também , utilizar concentrações diferentes dos ácidos de acordo com as alterações de cada área da face. Pode-se, por exemplo, utilizar um peeling de média profundidade apenas nos locais onde o fotoenvelhecimento se manifesta mais pronunciadamente e, nas áreas onde o dano for menor, utilizar ácidos mais suaves. Desta forma, os efeitos colaterais mais intensos ficam restritos aos locais onde foram utilizados os ácidos em concentrações maiores, diminuindo o desconforto no pós-peeling.

Os peelings corporais são também bastante utilizados no tratamento de acne e suas conseqüências, manchas, alterações da textura da pele e estrias. Geralmente neste tipo de peeling, são usadas concentrações menores dos ácidos, uma vez que a pele do corpo recupera-se de uma forma bem mais lenta que a pele da face.

Assim, os peelings costumam ser ótimas opções para o tratamento de várias dermatoses inestéticas, desde que indicados e aplicados por médico especialista.

Orientações da Dra. Carla Skromov de Albuquerque, médica dermatologista formada pela Santa Casa de São Paulo. Especialista em Dermatologia pela Sociedade Brasileira de Dermatologia.