Fotoproteção X Câncer da Pele
O câncer da pele é o mais comum de todos os cânceres e o aumento da sua incidência deve-se à modificações do comportamento das pessoas em relação à exposição ao sol. Muitos ainda acham que estar bronzeado é sinal de saúde mas, na realidade, ele é resultado do esforço da pele para aumentar a proteção contra os efeitos lesivos da radiação solar. Dessa forma, ao mesmo tempo em que o bronzeado se desenvolve, já ocorreu dano permanente nas células que, posteriormente poderá se manifestar sob a forma de rugas, manchas e, até mesmo, câncer da pele. Não podemos ainda esquecer que, com a diminuição da camada de ozônio, estamos perdendo um forte aliado na filtração dos raios ultravioletas.
Existem 3 tipos de câncer da pele: carcinoma basocelular (CBC), carcinoma espinocelular(CEC) e melanoma maligno(MM). O CBC e CEC são as neoplasias mais freqüentes da pele e estão diretamente relacionadas com exposições solares freqüentes ao longo dos anos em pessoas de pele clara. As lesões ocorrem principalmente nas áreas mais fotoexpostas como face, pescoço, dorso, antebraços e mãos. Já o melanoma maligno, o mais agressivo e temido entre os cânceres da pele, tem sido relacionado a exposições solares intensas, com queimaduras solares dolorosas e com bolhas, durante a infância e adolescência.
Dentro do espectro solar, a radiação ultravioleta B (RUVB) é a responsável pela maioria dos efeitos carcinogênicos (que dão origem ao câncer) na pele. A RUVB é mais intensa entre 10 e 16 horas, sendo aconselhável evitar exposição solar durante este período. A radiação ultravioleta A (RUVA) induz ao fotoenvelhecimento e parece estar relacionada com o desenvolvimento do melanoma maligno. Uma diferença importante entre a RUVA e RUVB é que a intensidade da RUVA é a mesma durante todo o dia e também não muda com a estação do ano
Assim, é de extrema importância a utilização regular de protetores solares diariamente, em todos os dias do ano, a qual deve ser iniciada a partir dos 6 meses de idade. Os fotoprotetores eram encarados como cosméticos até o FDA classificá-los como drogas que pretendem proteger a estrutura e função da pele humana contra os danos causados pelo sol.
Os filtros solares podem ser químicos (contêm substâncias que absorvem a luz solar) ou físicos (contêm substãncias que refletem e dispersam a radiação ultravioleta). O fotoprotetor ideal deve ter FPS de no mínimo 15 e ser de amplo espectro (deve absorver ou bloquear as radiações ultravioletas A e B). Os veículos podem ser creme, loção, spray ou gel e sua indicação vai depender do tipo de pele e região do corpo onde será utilizado.
Os fotoprotetores devem ser aplicados 30 a 45 minutos antes da exposição solar e reaplicados a cada 2 horas de exposição contínua ou após transpiração excessiva e mergulhos prolongados. Não economize na quantidade a ser aplicada. Uma camada muito fina de fotoprotetor não é suficiente para uma fotoproteção adequada! Saiba que o sol é a principal causa de 90% de todos os cânceres da pele!
A seguir, uma breve descrição sobre os 3 tipos de câncer da pele.
Carcinoma basocelular(CBC):
Carcinoma espinocelular(CEC):
Melanoma:
Dessa forma, é muito importante que você saiba a diferença entre um sinal “inofensivo” e um melanoma. O auto-exame pode ajudar a detectar um melanoma precocemente. Fique atento às mudanças de aparência, cor, forma e tamanho das suas “pintas”.
Para facilitar este auto-exame, existe o ABCD do melanoma:
Método para a realização do auto-exame
Atenção: Esse exame tem caráter meramente educativo. Somente um médico está habilitado a dar um diagnóstico preciso. Na presença de qualquer um dos sinais ou sintomas vistos acima, procure imediatamente seu dermatologista!